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Rádio Cine TV Brasil

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Roberto Luna
Cantor e compositor, um dos maiores expontes vocais de nosso país, Valdemar Farias nasceu na cidade paraibana de Serraria, 1 de dezembro de 1929. Fez sucesso com a canção "Castigo", gravada em 1958. Tem no currículo mais de 60 LPs e ganhou vários prêmios importantes. Antes da fama, foi crooner de várias casas noturnas cariocas. No cinema, atuou no filme "O Bandido da Luz Vermelha", que o consagrou como um dos artistas mais queridos da época. Dentre seus maiores sucessos figuram "Molambo", que fez parte da trilha sonora da minissérie Hilda Furacão, "O Relógio" e a versão de "El dia que me Quieras".


 
Rolando Boldrin
Rolando Boldrin já tocava viola aos sete anos e, aos 12, formando com um irmão a dupla Boy e Formiga, fazia sucesso no rádio de sua cidade. Incentivado pelo pai, resolveu tentar a sorte em São Paulo, onde trabalhou como sapateiro, frentista, carregador e garçom, antes de se firmar como artista.

Estreou na carreira musical nos anos de 1960, participando de um disco da cantora Lurdinha Pereira, que logo se tornou sua esposa e produtora de seus discos.

Foi pioneiro na realização de programas de televisão dedicados à música brasileira autêntica, de inspiração regional, diferenciada da música sertaneja de consumo: Som Brasil (TV Globo), Empório Brasil (TV Bandeirantes) e Empório Brasileiro (SBT).


 
Ronald Golias
Em 2003, quando acompanhou as gravações de uma segunda versão cômica para o clássico Romeu e Julieta, com Hebe Camargo e Golias, a repórter Niza Souza, do Estado, constatou que Golias não era, nos bastidores, o palhaço inconseqüente que exibia diante das câmeras. Perfeccionista, preocupava-se com cada detalhe, perguntando a todo instante se a cena gravada havia ficado boa, e interferindo no roteiro, sutilmente, se preciso fosse para melhorar o resultado. Max Nunes, o famoso redator de humor que há anos acompanha Jô Soares, já disse que se há um personagem que ele gostaria de ter criado este é Bartolomeu Guimarães, "aquele velhinho que Ronald Golias fazia".


 
Ronnie Cord
Ronnie nasceu em Manhuaçu, Minas Gerais e gostava de tocar violão e cantar em casa, sempre às escondidas do pai. Quando tinha apenas seis anos, seu tio deu-lhe de presente um disco de músicas country, interpretadas por Roy Rogers. De tanto tocar o disco, acabou aprendendo a letra e a melodia.

Em 1967, Ronnie abandonava a carreira artística, limitando-se a participar de apresentações esporádicas em clubes. Na década de 80, dedicava-se à profissão publicitária, contratado pelas Páginas Amarelas da LTB.


 
Rose Rondeli
O Estadão, 3 de Janeiro de 2005
Amigos se despedem de Rose Rondelli
Famosa vedete dos anos 60, Rose Rondelli morreu no sábado, vítima de insuficiência hepática decorrente de câncer de pulmão

Morreu no sábado a atriz Rose Rondelli, famosa vedete dos anos 60, vítima de insuficiência hepática decorrente de câncer de pulmão. O corpo de Rose foi cremado na manhã de ontem, na Santa Casa, no Caju, Rio de Janeiro.

Rose foi casada com o humorista Chico Anysio, com quem teve dois filhos. Ela atuou em Quanto Mais Samba Melhor, dirigido por Carlos Manga, e foi eleita várias vezes Certinha do Lalau - concurso promovido por Stanislaw Ponte Preta que elegia as mulheres mais bonitas da época.


 
Ruth de Souza
"O que sempre me moveu foi a paixão pelo cinema, pelo teatro, além de muita força de vontade e determinação", diz Ruth, lembrando que, na época em que começou sua carreira, o fato de ser negra era um grande obstáculo.

"Negro não estava na moda, não fazia teatro. Mesmo assim, ganhei reconhecimento e muitos prêmios pelo meu trabalho. Por isso, insisto em dizer: temos que acreditar em nós mesmos e seguir em frente, porque ser negro não é desculpa para nada", ensina.


 
Sergio Murilo
Rock de Morte: Uma das mais raras gravações de Sérgio Murilo e da história do rock nacional, integrou a trilha sonora do filme "Matemática Zero, Amor Dez". Lançada em 1960, foi escrita pelo conceituado maestro Lyrio Panicalli, responsável pelos arranjos da maioria das músicas gravadas pelo cantor.

O surgimento dos ídolos da Jovem Guarda esfriou o entusiasmo do público pelo balanço meloso de Sergio. Formado em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, a partir de então passou a exercer a profissão de advogado, trabalhando na revisão de processos judiciais.


 
Sergio Porto
Sergio Porto divulgou o episódio da intimação pelo DOPS, em 1965, do teatrólogo grego Sófocles, morto em 406 a.C., suspeito de escrever textos subversivos. Em 1967, escreveu o poema racista "Samba do crioulo doido", onde ridiculariza os compositores negros de carnaval.

O poema, que serviu de letra para uma canção gravada pelo Quarteto em Cy no mesmo ano, e cujo título tornou-se mais uma expressão racista no linguajar nacional, tem sido quase sempre apresentado apenas como um texto de protesto contra o regime militar estabelecido em 1964.


 
Silvinha Teles
Sylvinha Telles chegou a fazer turnês em outros países, como Estados Unidos, Suíça, França e Alemanha. Em 1963, já divorciada de Candinho, Sylvia casou-se com o produtor musical Aloysio de Oliveira, separando-se no ano seguinte por causa de ciúme. Aloysio casou-se com Cyva, do Quarteto em Cy, posteriormente.

Aos trinta e dois anos de idade, Sylvia Telles morreu em um acidente de automóvel na rodovia Amaral Peixoto, no município de Maricá, em companhia de seu namorado Horacinho de Carvalho, filho da socialite Lily de Carvalho Marinho. Eles se dirigiam à fazenda de Horacinho no município, mas Horacinho dormiu ao volante, algo que acontecera à própria Sylvia dois anos antes, enquanto voltava de um show.


 
Silvino Neto
Silvino Neto deixou sua carreira de cantor romântico em 1936, época em que atuava na Rádio São Paulo, e transferiu-se para o Rio de Janeiro RJ.

Ali, no ano seguinte, entrou em contato com o diretor da Rádio Nacional, Oduvaldo Cozzi, que o aconselhou a deixar de cantar e a dedicar-se ao humorismo, campo em que já tinha experiência, pois no inicio da carreira também fora humorista e imitador. Assim, no dia 4 de janeiro de 1938, apresentou-se na Rádio Nacional imitando Arnaldo Pescuma, Carlos Galhardo e Lamartine Babo, obtendo grande sucesso.

Conquistou grande popularidade com seus programas humorísticos, como o "Pensão da Pimpinela", que ficou no ar até 1942, "Aventuras da Pimpinela", até 1944 e "Pimpinela, Anestésio e o Telefone".