Estrela do cinema norte-americano e nascida em Nova York, foi uma atriz atípica que fez com que constasse em seus contratos que não se curvaria às estratégias de promoção das produtoras para fabricar estrelas, como a publicação de boatos sobre supostos romances ou aparecer em capas de revista com trajes de banho. A carreira de Teresa decolou depois do sucesso em Pérfida, no qual atuou ao lado de Betty Davis. O filme lhe garantiu indicação para o Oscar de coadjuvante em 1941. No ano seguinte, ela receberia duas indicações: atriz principal por Ídolo, Amante e Herói (com Gary Cooper) e coadjuvante por Rosa de Esperança.
O cineasta William Wyler, que a dirigiu em "Pérfida" e em "Os Melhores Anos das Nossas Vidas" (1946) - considerado um dos primeiros e melhores filmes sobre as dificuldades dos soldados para se reintegrarem à vida civil depois da guerra -, lhe deu papéis brilhantes e a considerava a jovem atriz mais promissora que teve sob seu comando. Outro filme de destaque em sua filmografia foi "A Sombra de uma Dúvida", de Alfred Hitchcock, no qual interpreta a sobrinha de Charlie (Joseph Cotten), um assassino que tenta fugir da polícia, refugiando-se no seio de sua família sem que esta saiba de seus crimes. Além disso, Teresa foi companheira de elenco de Marlon Brando em sua estréia cinematográfica, com "Espíritos Indômitos" (1950), dirigido por Fred Zinnemann.
Este foi um dos últimos grandes filmes da atriz. Após o fim do contrato com o produtor Samuel Goldwyn, em 1948, que ele atribuiu à sua falta de interesse em promover seus filmes, sua carreira no cinema foi decaindo paulatinamente e migrou para o teatro e a televisão.
Seu último papel no cinema foi na adaptação do romance de John Grisham O Homem que Fazia Chover, dirigido em 1997 por Francis Ford Coppola e protagonizado por Matt Damon e Danny de Vito. Nessa adaptação do romance de John Grisham, Teresa vive a nada convencional Miss Birdie. Em 1988, ela atuou ao lado de Liam Neeson e Diane Keaton em O Preço da Paixão.
Teresa levou fama de excêntrica em Hollywood em uma época em que se exigia glamour das atrizes. Ela sempre era a boa filha e esposa dedicada, nunca como sedutora. "Não sou do tipo glamourosa", admitiu a atriz em 1950. "Glamour é algo com que se nasce, não se fabrica. E as pessoas verdadeiramente glamourosas podem ser assim mesmo sem usar roupas maravilhosas. Eu aposto que Lana Turner fica glamourosa usando qualquer roupa." Muriel Teresa Wright foi casada duas vezes e faleceu em New Haven, Connecticut, aos 86 anos, em 6 de março de 2005.