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Tarso de Castro
Jornalista de origem gaúcha nascido em Passo Fundo, tornou-se conhecido ao fazer parte da equipe que criou o tablóide O Pasquim, em 1969, tendo sido escolhido para o cargo de diretor-presidente. Quando Sergio Porto morreu, em fins de 1968, tinha de se encontrar outro nome que substituísse o escritor no jornal Carapuça. Nessa época, Tarso tinha começado a escrever uma coluna na Última Hora e foi chamado para colaborar no Carapuça. Ele sugeriu que se criasse um jornal novo e, então, nasceu O Pasquim.


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Satirizando o governo numa época de grande repressão política, a publicação soube destacar-se até meados da década de 70, com artigos inteligentes e ilustrações de cartunistas importantes em início de carreira, entre eles, Henfil. A grande causa do sucesso foi também a linguagem descontraída e irreverente, o deboche, o escárnio, o esculacho. Era uma rebeldia, um caos, um jornal que acabou fazendo (sem propor-se a isso na época) uma revolução em termos de costumes e em termos jornalísticos.

Nos primeiros seis meses, o tablóide chegou a tiragens de quase 200 mil exemplares. A equipe jornalística chegou a afirmar que tratava-se de um jornal que nunca era editado, sendo feito, durante algum tempo, na base da loucura do Tarso de Castro. Em 1970, ele ficou abandonado. Tarso brigara com a equipe e muita gente tinha sido presa pelos militares, entre outros, Ziraldo, Tarso, Sergio Cabral, Flávio Rangel, Paulo Francis, Grossi, Fortuna, Luís Carlos Maciel e Paulinho Garcez. A tiragem de l80 mil, caiu para 60. Tarso de Castro colaborou também para a Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil, Panfleto, Zero Hora e Folha de São Paulo. Tarso de Castro faleceu aos 49 anos, em 20 de maio de 1991.