Atriz do cinema italiano, de origem croata, era conhecida por suas interpretações de mulher sedutora em produções divertidas e sem grandes compromissos. Emigrou para a Itália aos sete anos e manteve sempre um leve sotaque, que tornou-se sua marca registrada. Na França, filmou 'Le Monsieur de Passage', em 1961, vivendo o papel de um manequim da alta costura.
Nascida no antigo Reino da Jugoslávia, de pai grego e mãe polaca, seu nome verdadeiro era Sylva Koskinon. Enquanto seguia o curso de medicina, iniciou a sua carreira cinematográfica, aos 22 anos de idade, ao lado de Totò em 'Siamo Uomini o caporali?' (1955) de Camillo Mastrocinque. O seu primeiro papel importante chegou com 'Il Ferroviere' (1955), sob a direção de Pietro Germi. Numa época em que Marilyn Monroe pontificava em Hollywood, Sylva Koscina foi a respectiva resposta do cinema italiano, protagonizando muitas películas dos anos cinquenta, sessenta e setenta, contracenando com atores como Alberto Sordi, Nino Manfredi e Ugo Tognazzi.
Em 'Trompe d'Oeil', rodado em Paris em 1962, personificou um tipo de mulher fatal. Com o ator britânico Laurence Harvey, atuou em 'She and He' (1967), 'The Last Roman' (1968) e 'Fight for Rome' (1969). Sempre admirada por sua beleza, mantinha o título de os mais belos olhos do mundo e suas curvas generosas faziam o gosto dos europeus. A atriz uniu o talento e os dotes físicos, fazendo-a emergir do anonimato aos 22 anos, num mundo fabuloso de belas mulheres da década de 60, entre elas Sophia Loren, Gina Lolobrigida e Monica Vitti. Sylva Koscina faleceu aos 60 anos, em 26 de dezembro de 1994.