Atriz do cinema norte-americano indicada várias vezes para o Oscar, uma das mais famosas estrelas de Hollywood nos anos 40 e 50. Alta, morena, com grande olhos castanhos e irônicos, um sorriso satírico e mãos extremamente graciosas, Rosalind foi detentora de sucessos, como o papel de Mrs. Craig em Mulher Sem Alma (Craig's Wife), que a consagrou em 1937. Especializou-se em protagonizar papéis de mulher independente e profissional que, na opinião de muitos, influenciou no surgimento de uma nova imagem da mulher americana. Rosalind estreou na carreira artística em companhias de teatro ambulante, tendo conseguido estrelar na Broadway em algumas montagens. De lá, seguiu para Hollywood, onde interpretou nas telas pela primeira vez em Evelyn Prentice, em 1934, ao lado de Myrna Loy e William Powell.
A grande popularidade, entretanto, veio somente em 1958 com sua interpretação do papel principal em A Mulher do Século (Auntie Mame). Afastada do cinema em fins da década de 60, Rosalind recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood o prêmio humanitário Jean Harsholt em homenagem à sua longa dedicação ao cinema, em 1972. No fim da vida, dedicava-se a obras de caridade.
Em 1947, Rosalind chegou a pensar que ganharia o Oscar quando recebeu uma indicação para o prêmio de melhor atriz por seu trabalho em Conflito de Paixões (Mourning Becomes Electra). Contratou o agente de imprensa Henry Rogers para fazer por ela o que ele havia feito por Joan Crawford e Olivia De Havilland, e o tornou famoso em Hollywood por conseguir para suas clientes o troféu de melhor atriz. Rogers lançou uma campanha publicitária para Rosalind que parecia poder assegurar-lhe o prêmio. Principalmente depois que ela ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz, tudo parecia mais fácil ainda.