Artista do cinema americano nascido em Ponthdryfen, País de Gales, considerado um dos melhores intérpretes de Sheakespeare antes de completar 30 anos de idade. De infância pobre, foi criado desde os dois anos por sua irmã, Cis. Durante a II Guerra Mundial serviu na RAF - Royal Air Force, tendo estreado nos palcos em 1943. Com dezenas de peças, mais de 40 filmes e sete indicações para o Oscar, esteve casado com Elizabeth Taylor entre 1962 e 1976, vivendo um dos romances mais arrebatados e rumorosos do cinema. Tornaram-se famosas suas extravagâncias, como os diamantes milionários que ele presenteava Liz. Atuaram juntos na tela em Cleópatra (1963), Gente Muito Importante (1963), Adeus às Ilusões (1965), Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), Os Farsantes (1967), A Megera Domada (1967), O Homem que Veio de Longe (1968) e Doutor Faustus (1968) .
Burton casou-se cinco vezes, teve dezenas de namoradas, bebia descontroladamente e costumava menosprezar sua profissão. Em 1989, era publicado Rich, a Vida Fascinante de Richard Burton, da autoria de Melvyn Bragg e extraído do diário que o ator passou a escrever a partir dos anos 60. Segundo o livro, Burton chamou Laurence Olivier de um grotesco exagero de ator, durante um jantar. Sobre a soprano Maria Callas, ele escreveu que só fala banalidades. Paul Newman, para ele, era aquilo que eu chamo de um verdadeiro ator, um homem com a tez tão bonita que a princípio pensei que estivesse maquilado. Numa grande festa no castelo dos Rothschild, Burton encontrou pela primeira vez o artista plástico Andy Warhol e o descreve no diário como uma figura saída de um filme de horror. Faleceu aos 58 anos, em 5 de agosto de 1984.