Nascido em São Paulo, em 27 de outubro de 1924, Renato Consorte planejava seguir a carreira de médico, mas acabou ingressando na faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi ali que começava sua carreira ao integrar a Caravana Artística XI de Agosto, onde cantava e representava, e a partir daí, nunca mais deixou o teatro. Participou do Teatros de Arena e Brasileiro de Comédia. Sua estreia nos palcos ocorreu em 1949, na peça "A Noite de 16 de Janeiro". Três anos depois, Renato Consorte se torna um dos fundadores da Vera Cruz, importante companhia cinematográfica, como gerente de produção.
Pouco tempo depois, o ator passa a ser um dos principais nomes do cinema brasileiro. Ele somou mais de 40 filmes no currículo, entre eles "Veneno", "Tico-Tico no Fubá", "É Proibido Beijar", "Rio 40 Graus", "Eles Não Usam Black-Tie", "Os Trapalhões no Auto da Compadecida", "Cafundó". Seu último filme foi "O Homem que Desafiou o Diabo", de Moacyr Góes, no qual ele intepretou Turco, em 2007.
Ao longo dos quase 50 anos de carreira, Renato Consorte atuou em diveras peças teatrais, como "O Inventor de Cavalo", "Arena Contra Tiradentes", "O Líder", "Verde Que Te Quero Verde" e "Barrela". Chegou a se apresentar em Nova York, Lima, Buenos Aires e Cidade do México com "Arena Contra Bolivar", entre 1969 e 1970. Fez grande sucesso com a peça "Porca miséria" de Marcos Caruso e Jandira Martini, que ficou sete anos e meio em cartaz. Sua grandes paixões eram o cinema e o teatro - inclusive cuidando do acervo do estúdio Vera Cruz para a Secretaria do Estado de São Paulo.
Consorte teve papéis de destaque na televisão, como o Chalita da novela "Tieta". Esteve também em programas humorísticos e outras novelas, integrando o elenco de "Papai Coração", "O Primo Basílio", "Ana Raio & Zé Trovão", "Tieta", "Fascinação" e "Meu Pé de Laranja Lima". Sua última aparição na TV foi uma participação na trama "Bang Bang" como o padre Jeremy Hacker, no início de 2006. O ator não tinha contrato com a TV Globo.