Apelidada de primeira dama da MGM, Norma Shearer venceu um concurso de beleza aos 14 anos. Em 1920, sua mãe, Edith Shearer, levou Norma e a irmã (Athole Shearer, que depois casou-se com Howard Hawks) para Nova York. Ela foi recusada no Ziegfeld Follies, o show de entretenimento mais famoso da época, mas conseguiu participar de vários filmes como figurante. Irving Thalberg prestou atenção na novata e, quando ingressou na MGM, em 1923, ele contratou-a por um período de cinco anos.
Thalberg pensou que Norma se retiraria do cinema após seu matrimônio, mas, ao contrário, ela fez questão de obter os melhores papéis que o estúdio podia oferecer. Seu primeiro filme sonoro foi "O Julgamento de Mary Dugan" (1929); seguiram-se quatro outras participações e ela ganhou um Oscar por "A Divorciada" (1930). Com "Romeu e Julieta" (1936), conquistou sua quinta indicação ao prêmio da Academia. Thalberg faleceu vitimado pela pneumonia aos 37 anos, em 1936.
Embora tivesse planos para aposentar-se, Norma acabou assinando mais um contrato com a MGM para mais seis produções. David O. Selznick ofereceu-lhe o papel de Scarlett O'Hara em "...E o Vento Levou", mas as negociações não tiveram êxito diante da objeção do público. Ela estrelou "As Mulheres" em 1939, recusou o papel de Mrs. Miniver em "A Rosa da Esperança" em 1942 e abandonou as telas no mesmo ano. Casou-se em seguida com o instrutor de esqui Martin Arrouge, vinte anos mais jovem e, nos últimos anos da vida, enfrentou graves problemas de saúde. Norma Shearer faleceu aos 80 anos, em 12 de junho de 1983.