O galã de Elizabeth Taylor em 'Um Lugar ao Sol', com um talento que ultrapassou a elegância de sua aparência, Clift recebeu três indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "Perdidos na Tormenta" (1948), "Um Lugar ao Sol" (1951) e "A um Passo da Eternidade" (1953). Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por "Julgamento em Nuremberg" (1961).
Nascido Edward Montgomery Clift em Omaha, Nebraska, durante os anos quarenta, sua atuação natural e sua irreverência diante de Hollywood inspirou uma nova geração de atores, incluindo Marlon Brando e James Dean. Contracenando com John Wayne, em seu primeiro filme Rio Vermelho, mostrou ao público seu ar de vulnerabilidade e sensualidade. Dava a seus personagens um perfil psicológico vibrante e tamanha ambivalência sexual que atraia tanto as mulheres como aos homens.
Maurice Leonard foi caso de Clift, por um breve período, no hotel londrino em que o ator estava hospedado. Clift se esforçava para esconder as suas preferências e jamais conseguiu assumi-las. Enterrou-as vivas, sob uma avalanche de papéis destinados a preservar a sua imagem de menino bonito, de maneira a não prejudicar seu status de galã. Chegou a afirmar: "Sou solteirão, mas darei um prêmio a quem escrever e provar que não gosto de garotas."
Durante as filmagens de "A Árvore da Vida" sofreu um grave acidente de automóvel que desfigurou totalmente seu rosto. Após diversas operações plásticas, Montgomery Clift pôde retornar às filmagens e dar continuidade à sua carreira como ator, mas nunca mais foi o mesmo. Morreu prematuramente aos 46 anos, em 23 de junho de 1966.