Estrela americana de cinema nascida em Illinois, a carreira de Mary Astor foi alavancada graças a um escândalo: em 1924, enquanto atuava no filme que iria lhe proporcionar a fama (“Beau Brummel”), a atriz se envolveu com o astro John Barrymore, que era casado e tinha 42 anos de idade (ela tinha 18). Dois anos depois, ela foi protagonista do filme que teve mais beijos em toda a história do cinema: “Don Juan” (dirigido por Alan Crosland, em 1926). Durante uma hora e cinqüenta e um minutos de duração da história, John Barrimore, Mary Astor e Estelle Taylor beijavam-se 127 vezes.
Em 1936, Mary Astor protagonizou um julgamento repleto de lances sensacionalistas. Quando divorciava-se do segundo marido (o primeiro morrera em um acidente de avião), a atriz foi surpreendida ao ver seu diário ser apresentado no julgamento pela custódia da filha: descritos no diários, estavam todos os seus casos extraconjugais, o que, evidentemente, foi uma festa para a imprensa. Suas anotações pessoais vieram a público, trazendo detalhes picantes de seus casos. "O corpo de George mergulhou no meu, sob o luar", escreveu a respeito de uma passagem com o roteirista George S. Kaufman.
Nos anos seguintes, a atriz enfrentou o alcoolismo e chegou a tentar o suicídio (nem mesmo o Oscar recebido por “A Grande Mentira”, de 1941, serviu-lhe de consolo). Felizmente, Astor acabou se recuperando e veio a falecer somente em 25 de setembro de 1987, aos 81 anos de idade.