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Manoel da Nóbrega


Radialista e humorista de televisão, comandou durante 14 anos, a partir de 1956, o programa "A Praça da Alegria" através da extinta TV Paulista, das Organizações Victor Costa, e depois transferiu-se para a TV Record e TV Tupi. No rádio, foi responsável por diversos programas, entre eles, "Domingo sem Bola", apresentado no auditório da Rádio Nacional de São Paulo, e "Zé da Bronca", onde vivia o papel-título pela mesma emissora, em 1956.

Descobridor de talentos, Nóbrega levou à fama dezenas de artistas como: Ronald Golias (no papel de seu Pacífico e, mais tarde, o Bronco), Chocolate, Canarinho, Moacir Franco (o mendigo), Maria Tereza (a fofoqueira) e Zilda Cardoso (Catifunda). A comediante Consuelo Leandro estreou na Praça em 1966, como a ricaça Cremilda, mulher do Oscar. Embora Nóbrega fosse o criador do programa e idealizador de suas situações, era sempre o interlocutor quem predominava, parecendo que ele se recolhia a uma posição secundária, numa espécie de mensagem de humildade. Numa fase anterior, trabalhou durante anos no programa Cadeira de Barbeiro, pela Rádio Piratininga, na hora do almoço. A estrutura era baseada no diálogo entre um barbeiro e seu cliente, cujo assunto principal retratava a situação político-social da época. Participava também sempre um engraxate que interrompia de vez em quando a conversa e perguntava: Vai graxa, Doutor?

Nóbrega casou-se com Dalila Afonso Soares em 1935, na Igreja Nossa Senhora do Ingá, em Niterói, terra natal de ambos. Já então ele trabalhava no rádio, mas o salário era insuficiente para sustentar uma família, o qual compensava com bicos que exercia no comércio local. Carlos Alberto chegou em 1936 e não teve irmãos ou irmãs. Embora filho único, não derreteu-se com mimos e tornou-se o braço direito do pai na atividade radiofônica. Manoel da Nóbrega costumava comentar que orgulhava-se da condição de radialista mas o destino lhe era cruel, por ter-se casado com uma Dalila e ficado careca tão cedo.

Ao entrar para a carreira política em 1947, ele conseguiu eleger-se deputado estadual por São Paulo. Em certa ocasião, Nóbrega convidou Silvio Santos para trabalhar em sua firma, o Baú da Felicidade, que funcionava em precárias condições, situada num porão de um prédio em reforma, sem arquivos e com um caixote servindo de mesa. Apesar da situação, o animador dedicou-se com entusiasmo ao desafio e, em 1961, Nobrega vendeu sua parte, deixando o sócio sozinho. O artista faleceu aos 62 anos, em 17 de março de 1976.

Em 22 de dezembro de 1975, Silvio Santos e Manoel de Nóbrega (já muito magro e enfraquecido por um câncer) foram a Brasília assinar o documento que daria ao animador e empresário a concessão da estação, o canal 11. Muito emocionado, Silvio discursou sobre a nova televisão que surgiria a partir dali. Lembrou de sua vinda a São Paulo em 1955. Citou Nóbrega várias vezes. Em seguida, o próprio Nóbrega foi quem tomou a palavra. Dirigiu-a aos artistas que entrariam na emissora. Fez lágrimas caírem dos olhos de Silvio Santos. Exatos 84 dias depois disto, Nóbrega morreu. Meses depois, Carlos Alberto, filho dele, rompeu a amizade com Silvio Santos. Ficaram anos sem se falar. Até que em 1987 houve a reaproximação. E Carlos foi contratato para assumir o banco da praça de seu pai, agora no SBT, com o título de "A Praça é Nossa". Está no ar até hoje.

Veja outra foto de Manoel da Nóbrega

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