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Jorginho Guinle


O mais famoso playboy do Brasil, era um "bon vivant" que na juventude seduziu diversas beldades. Guinle afirmou ter tido encontros com Marilyn Monroe e que namorou as atrizes Rita Hayworth, Jane Mansfield e Veronica Lake, entre outras. Ele nasceu na cidade de Petrópolis em 1916, em plena "belle époque". Quando tinha sete anos, o Copacabana Palace foi inaugurado por seu tio, o empresário Octávio Guinle, em 13 de agosto de 1923. O playboy era responsável para levar para as festas do Copacabana Palace artistas de Hollywood. Em 1989 o hotel foi vendido por US$ 25 milhões ao Orient-Express Hotel. A primeira vez que encontrou Marilyn, antes de ser famosa, foi em 1947. "Conheci na casa de amigos meus onde sempre havia várias moças dos estúdios. Foi aí que transamos", disse em entrevistas.

Os Guinle ganharam a concessão, por 90 anos, para construção e exploração das Docas de Santos. O playboy passou a vida viajando para Europa e Estados Unidos, onde participou de diversas festas e conheceu muitos atores e diretores de cinema famosos. Fez amigos e passou a trazê-los ao Brasil. Os primeiros foram, segundo ele, Joan Fontaine, Mary Pickford e Jeanette Mac Donald, para o festival do quartocentenário de São Paulo, em 1954. Para o Carnaval do Rio, trouxe Gina Lollobrigida, Zsa Zsa Gabor, Susan Hayward, Kim Novak e Rita Hayworth. Rita e Guinle se conheceram em Hollywood, quando ela ainda era casada com Ed Judson. Conforme o playboy, a atriz gostava de falar, de contar sobre sua vida e ansiedades. Em 1949, Rita já era famosa por ter interpretado "Gilda". Tempos depois, eles se encontraram novamente. Foi quando Guinle a convidou para o Carnaval do Rio em 1962. "Entre um baile no Golden Room do Copa e uma festa havaiana no Iate Club que surgiu um breve romance. Aconteceu num barco que estava a seco na garagem do Iate, e foi tudo muito bonito e romântico", afirmou em entrevistas.

Até a morte de seu pai, em 1969, as aventuras de Guinle eram patrocinadas por grandes mesadas. Depois, manteve seu padrão de vida com a venda dos bens que herdou e, que, aos poucos, foram se acabando. No meio de todos eles, bem pertinho de Marlene Dietrich, lá estava um brasileiro: Jorginho Guinle. Baixinho, disfarçava 1,63m sobre uma sola de sapato de dez centímetros que o deixava no mesmo nível de Greta Garbo. Já àquela altura, com 28 anos, Guinle podia se orgulhar de ser playboy, hoje um ofício em extinção. Boa parte de seu charme vem dos olhos cor do mar, mas não fosse sua lábia irresistível não teria chegado ali. Era rico, mas não tinha tanto dinheiro como os Rockfeller ou os Vanderbilt. E daí? "O importante era parecer que tinha", conta. Além do mais, era só alguém apresentá-lo como dono do Copacabana Palace e das Docas de Santos e pronto. Portas abertas.

Antes de ser endinheirado, Jorginho Guinle era esperto. Um milionário com jogo de cintura de malandro da Lapa, genuinamente brasileiro. Não usava chapéu de lado nem camisa listrada, mas seguia rigorosamente a constituição da malandragem quando o assunto era mulher. A coleção de namoradas era de dar inveja a Burt Lancaster. Pelos lençóis de Jorginho Guinle passaram Lana Turner, Hedy Lamarr, Verônica Lake, Jayne Mansfield, Rita Hayworth, Ava Gardner, Kim Novak e Romy Schneider. Com Marilyn Monroe foi caso de uma noite só. Com Ginger Rogers, só amizade. Dizem até que Janet Leigh deixou Tony Curtis na rua da amargura por causa dele. "Isso é um exagero", garantiu Jorginho Guinle. Queridinho dos amigos Nelson Rockfeller e Alfred Bloomingdale, e íntimo das socialites Elsa Maxwell e Grace Vanderbilt, Jorginho ganhou tratamento vip dispensado pelos mais importantes donos de estúdios de cinema da época. Adorado por Jack Warner, chefão da Warner Brothers, frequentava a casa de Louis Mayer, da MGM, e almoçava com Darryl Zanuck, dono da 20th Century Fox. Difícil dizer o que Guinle quis e não teve. Fanático por jazz, virou amigo pessoal de Louis Armstrong e de Dizzy Gillespie.

Pouca gente viveu a história do século passado tão de perto quanto ele. Personalidades e acontecimentos se confundem tanto com sua vida que Guinle arrumou um jeito especial de referir-se ao século XX. "É o meu século", dizia. O playboy faleceu no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, aos 88 anos, em 5 de março de 2004.

Veja outra foto de Jorginho Guinle

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