Atriz norte-americana nascida San Antonio, seu primeiro sucesso no cinema mudo foi com Garotas Modernas, em 1928. Ganhou o Oscar em 1945 com o filme Almas em Suplício, cujo papel, curiosamente, havia sido oferecido antes a Bette Davis e Barbara Stanwyck, que o recusaram. Crawford fez par romântico com Clark Gable em oito filmes. Na Broadway, foi corista em Innocent Eyes, estrelada pela célebre Mistinguette. Permaneceu contratada pela Metro entre 1925 e 1943, tendo também sido indicada para o Oscar em 1947, por Fogueira de Paixão/Possuída, e, em 1952, por Precipícios d'Alma.
Na década de 30, Joan era a atriz mais imitada de Hollywood. As enormes mangas de organdie, cabelos revoltos, chapéus caindo sobre o olho direito, lábios grossos e rubros, pele queimada pelo sol, calças curtas, gardênias, ausência de meias, sandálias, nariz reluzente, unhas berrantes, unhas sem pintura, sobrancelhas ao natural, a estrela foi a criadora da moda de uma época. Em todo o mundo as mulheres copiavam seu modo de andar, seu modo de vestir, de pintar os lábios, o penteado. As heroínas dos filmes de Joan eram femininas, sedutoras, enérgicas e decididas. Uma combinação irresistível que impulsionava suas fãs ao desejo de se pareceram com ela na vida real.