Pesquisas de opinião do começo da década de 70 revelavam que Gabin continuava o número 1 para o público francês. Sétimo filho de um casal de atores, o próprio pai o levou para o music-hall, onde era sucesso com sua possante voz e o charme que encantava o público feminino. Foi do próprio pseudônimo do pai que extraiu o famoso nome. Em 1930, Gabin passaria para o cinema, estreando em papéis de galã rude e briguento. Durante a II Guerra Mundial, alistou-se na resistência francesa, tendo recebido várias condecorações, ocasião em que entrou na Paris libertada como comandante de tanques da Segunda Divisão Francesa. Em 1951 e 1954, ele receberia o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza.
Casou pela terceira vez, com Christine Fournier, e pai de quatro filhos, vivia numa imensa propriedade de 150 hectares na Normandia. Curiosamente, teve rápida passagem pelo cinema americano, onde participou de Brumas e O Impostor (The Impostor, 1944), ambos considerados os piores desempenhos de sua carreira. O ator participou de cerca de 100 produções para o cinema. Jean Gabin faleceu aos 72 anos, em 7 de novembro de 1976.