Típico símbolo sexual dos anos 50, Jayne Mansfield tinha seios imensos e aproveitava todas as chances para exibi-los. Nascida Vera Jayne Palmer, em Bryn Mawr, Pennsilvania, seus pais eram italianos - o nome Palmieri virou Palmer quando chegaram à América. Incentivada pela mãe, começou a estudar balé aos 12 anos, mas a menina virou mulher antes do tempo: ficou grávida aos 16 anos. Ela casou-se com Paul Mansfield em 1950, em Fort Worth, Texas. Ela e o marido seguem para Hollywood, onde Jayne faz ensaios fotográficos e aparece nua num calendário, da mesma forma como Marilyn Monroe. Inicia uma longa série de romances e Paul não percebia, ou fingia não perceber. Em 1955, se divorciam e no mesmo ano Jayne faz sua estréia no cinema, no filme Trágica Fatalidade, ao lado de Edward G. Robinson. Em seguida, faz Horas Sombrias e A Taverna Maldita. Sua atuação resumia-se em cruzar pela cena, rebolando, e cair nos braços do galã.
A consagração veio em 1956, ao estrelar um peça na Broadway, Will Success Spoil Rock Hunter?, que lhe rendeu elogios da crítica e uma capa na revista Life. Jayne adorava festas e escândalos. Envolveu-se com Elvis Presley e roubou o amante de Mae West. Numa dessas festas - conta-nos o jornalista Ibrahim Sued no seu livro 30 Anos de Reportagem -, Jayne, impulsionada pelo caju superamigo, dançou totalmente nua em cima de uma das mesas da boate Au Bon Gourmet, onde ocorria um baile de carnaval.
No dia 29 de julho de 1967, aos 34 anos, Jayne morre violentamente numa estrada perto de New Orleans, quando seu carro se choca com um caminhão a 140 km por hora. Junto com ela, morrem Sam Brody, o homem que ela escolheu como seu braço direito e encarregado de recuperar sua carreira, e o chofer. Escapam ilesos seus três filhos, que estavam no banco de trás.