A única indicação ao Oscar da carreira de Lange aconteceu com a atuação de coadjuvante no filme A Caldeira do Diabo (1957), no qual ela personificava Selena Cross, uma vítima de incesto que acaba assassinando seu padrasto estuprador. O controverso filme norte-americano dirigido por Mark Robson e estrelado por Lana Turner, no papel de Constance MacKenzie, baseou-se no livro homônimo de mesmo nome, escrito por Grace Metalious, que vendeu quarenta mil cópias nos Estados Unidos em apenas dez dias após seu lançamento. Reconhecido por subverter os melodramas hollywoodianos, enfrentou forte censura, mas fez escola ao flagrar a hipocrisia dos habitantes de uma pequena cidadezinha do interior que escondem seus "pequenos" segredos: adultério, estupro e suicídio.
Hope Elise Ross Lange nasceu em Redding Ridge, Connecticut, em 28 de novembro de 1931, tendo estreado na vida artística com a idade de 11 anos, na peça The Patriots, encenada na Broadway e da autoria de Sidney Kingsley. Curiosamente, quando Lange atuou ao lado de Marilyn Monroe no filme Nunca Fui Santa (1956), a famosa estrela não gostou da presença da loirinha um pouco mais jovem do que ela e enviou uma série de memorandos para os produtores e o diretor, chegando a sugerir que Lange mudasse a cor de seus cabelos para castanho. Hope Lange faleceu aos 72 anos, em 19 de dezembro de 2003.