Ator de origem canadense nascido em Sainte-Christine, Quebec, protagonizou mais de 200 filmes na época de ouro de Hollywood, entre eles o inesquecível "Gilda", como par amoroso de Rita Hayworth e com quem trabalhou em mais quatro filmes. Ford atuou em clássicos como “Os Corruptos” (1953), dirigido por Fritz Lang, e "Desejo Humano" (1954), onde pôde revelar um aspecto denso e sombrio de seu talento. Outro destaque foi a atuação ao lado de Marlon Brando em "Casa de Chá ao Luar de Agosto" (1956). Vencedor do Globo de Ouro de melhor ator em comédia por “Dama por um Dia”, em 1961, mas nunca indicado ao Oscar, Ford iniciou sua carreira em 1939 e tornou-se famoso pelos papéis de cowboys, como nos faroestes "Como Nasce um Bravo", de Delmer Daves (1957), ou "Gatilho Relâmpago", de Russel Rouse (1956). Na década de 70, foi o pai adotivo de Clark Kent em “Super-Homem, o Filme”, na primeira parte de uma série de grande sucesso no cinema com Christopher Reeve. Ford era, porém, considerado um ator subestimado. Embora nunca tenha atingido um status de superstar, ele era tido por muitos críticos, e também pelo público, como dono de um talento memorável.
Glenn Ford, cujo nome na vida real era Gwyllyn Samuel Newton Ford, era filho de um ferroviário que mudou com a família por razões profissionais para os Estados Unidos. O pequeno Glenn tinha 8 anos quando se estabeleceram em Santa Monica, na Califórnia. O ator iniciou carreira nas telas de cinema pouco depois do começo da Primeira Guerra Mundial, na qual combateu como marine, quando já tinha assinado um contrato com o estúdio Columbia, onde fez alguns filmes B. Depois da guerra, ele retomou sua carreira e logo conquistou a fama com "Gilda", de Charles Vidor (1946). Com Rita Hayworth ele também atuou em "A Protegida do Papai" (1940), do mesmo Vidor, "Os Amores de Carmen" (1948),"Uma Viúva em Trinidade" (1952) e "Dinheiro é a Armadilha" (1965). O sucesso em "Gilda" fez com que a atriz Bette Davis pedisse à Warner para contracenar com ele em "Uma Vida Roubada" (1946).