Ator norte-americano premiado duas vezes com o Oscar, a primeira em 1932, com o filme O Médico e o Monstro (Dr. Jerkill and Mr. Hyde), empatando com Wallace Beery por O Campeão (The Champ). Outro empate só aconteceria 36 anos depois, quando concorreram Katharine Hepburn e Barbara Streisand em 1968. Em vez de anunciar o nome do artista como vencedor da cerimônia, a apresentadora, Norma Shearer, se afastou e a imagem de March foi projetada na parede, ao mesmo tempo em que o sistema de sonorização permitia ouvir sua voz na trilha sonora. Naquela época, o espetáculo do Oscar já era uma superprodução.
Após os sucessos de Drácula e Frankenstein, da Universal, a Paramount resolveu fazer uma experiência com esse clássico do terror, da autoria de Robert Lewis Stevenson. O papel foi entregue a March, conhecido anteriormente apenas como comediante. Entretanto, ele havia sido indicado para o Oscar de melhor ator em 1931, por fazer uma paródia de John Barrymore em The Royal Family of Broadway. O maquiador demorava três horas todas as manhãs para transformá-lo no monstro, mas todos, inclusive o público, acharam que valera a pena.
A segunda premiação de March aconteceu em 1946, com Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives), filme contemplado com oito premiações e elogiadíssimo pela crítica ao estrear em Nova York. March conquistou a popularidade a partir de 1937, ao protagonizar o astro decadente Norman Maine, na primeira versão de Nasce uma Estrela (A Star is Born), ao lado de Janet Gaynor. Foi casado com a atriz Florence Eldridge e faleceu aos 78 anos, em 14 de abril de 1975.