Ator do cinema francês, nascido em Marselha, conquistou a fama além das fronteiras de seu país nos anos 50 com a interpretação memorável do religioso Dom Camilo, personagem de grande apelo popular criado pelo italiano Giovanni Guareschi. Quando a guerra fria estava no auge, ele interpretava o cura católico que falava com Cristo e estava em conflito permanente com o prefeito comunista da cidade, personificado por Gino Cervi.
Seu sucesso no cinema proporcionou a filmagem de três episódios, entre eles, O Pequeno Mundo de Dom Camilo, em 1951. Seguiram-se diversas comédias onde Fernandel passou a personificar um palhaço, como em Férias em Paris (Paris Holiday,1958, ao lado de Bob Hope), Patrão Gangster (1959), O Grande Chefe (1960) e uma ao lado do ator italiano Totó, A Lei é a Lei (1959).
Com uma carreira iniciada em 1934, ao atuar no filme dramático Angele, sua filmografia inclui cerca de vinte participações nas telas, entre elas, Fruto Proibido, de 1962. Sempre divertido em suas entrevistas, Fernand Contadin certa vez comentou: "O beijo de cinema só oferece realmente um perigo para os artistas: é quando um deles está resfriado. No mais, o beijo dado diante das câmaras é absolutamente inócuo, embora nem sempre seja completamente inodoro".
A partir do início da década de 60, não mais solicitado pelos diretores, Fernandel viu a trajetória artística desaparecer quase que por completo. Chegou a representar novamente o palhaço numa comédia musical, sua última performance dois anos antes de seu falecimento em Paris, ocorrido em 26 de fevereiro de 1971, aos 67 anos de idade.