Cineasta de origem norte-americana, trabalhou com as maiores estrelas de Hollywood e, assim como o diretor Elia Kazan, foi acusado de colaborar com o governo americano na caça aos comunistas. Dmytryk, um ex-comunista que entregou 26 companheiros para a Comissão de Atividades Anti-Americanas, denunciou, entre eles, o cineasta Jules Dassin, que precisou buscar exílio na França. Dmytryk foi um dos dez presos durante a "caça às bruxas" anticomunista nos anos 40 em Hollywood.
Ele era um dos integrantes da Hollywood Ten, uma lista do governo com as dez personalidades do cinema obrigadas a serem encarceradas por suspeitas de praticar atividades comunistas. Foram chamados ao interrogatório diretores, roteiristas e técnicos cinematográficos, entre eles: Alvah Bessie, Herbert Biberman, Lester Cole, Ring Lardner, Jr., John Howard Lawson, Albert Maltz, Samuel Ornitz, Dalton Trumbo (um dos mais consagrados escritores e roteiristas de cinema) e o próprio Edward Dmytryk. Uma época em que vidas foram arruinadas e bem poucas mãos as ajudaram. O cineasta dirigiu, entre outros filmes célebres, A Nave da Revolta. Sob sua direção, diversas produções alcançaram êxito de bilheteria. Dmytryk faleceu aos 90 anos, em 1º de julho de 1999.