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Cole Porter
Genial mago da canção popular norte-americana, autor de algumas das músicas mais famosas do século XX, casou-se com Linda Lee Thomas e manteve um acordo com ela, no qual ambos faziam vista grossa aos eventuais amantes do cônjuge. Bom vivant, seu gosto pelo luxo foi uma constante em sua vida, permeada também pelo glamour e pela extravagância. Suas letras e composições tinham grande sofisticação, técnica e um estilo singular.

Cole Porter oferecia uma combinação irresistível: música imortal composta por um gênio com um lado obscuro. Porter, que nunca tornou pública sua opção sexual, mas também nunca a escondeu, foi casado por quase 40 anos com sua musa Linda, porém também era gay. Homossexual assumido e milionário, Porter passava o tempo viajando e frequentando as colunas sociais por suas excentricidades.


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Cole Porter nasceu em família rica, viveu a adolescência nos anos loucos da década de 20 e alçou o posto de músico prestigiado no glamour dos anos 30. Compôs mais de 800 canções, e pelo menos 100 delas permanecem no panteão das músicas eternizadas pelo cinema. Na vida pessoal, era um boêmio imerso numa vida de luxo, fama e muitos prazeres, em uma época em que a Era do Jazz abria os salões luxuosos da Europa para festas e para as artes. Sua vida alternava-se entre os teclados do piano, as poltronas dos teatros, os copos de champanhe e a fumaça dos charutos. Homossexual, ele despertou paixões.

Em 1916, Cole estreou o seu primeiro musical montado na Broadway, See America First, um fracasso. No ano seguinte, muda-se para Paris e em 1919 casa-se com Linda. Viúva de um banqueiro e oito anos mais velha, manteve com Porter uma relação singular. Ela, traumatizada pelos abusos sofridos no casamento, era uma mulher sem interesse por homens. Ele, um homossexual assumido. Juntos, construíram uma vida a dois, cheia de altos e baixos, que durou 30 anos. Permaneceram juntos até a morte dela, em 1954, vítima de doenças pulmonares provocadas pelo fumo desmedido. Linda abandonou Porter apenas por um breve período, cansada dos romances que ele mantinha com jovens artistas nas chamadas 'casas de encontro', muito comuns na época - fatos que, pela harmonia de seu casamento, ela fingia ignorar.

O sucesso dos seus musicais e as canções que criou para os filmes da época de ouro de Hollywood tornaram-no um dos maiores nomes da música popular americana e um dos mais conhecidos do mundo. A produção inclui clássicos como 'Night and day', 'Beguin the beguine' (gravado por Gal Costa), 'My heart belongs to daddy', ''Anything Goes'', 'Don't fence me in', , ''I've Got You Under My Skin'', 'Get Out Of Town' (gravado por Caetano Veloso), 'I Get a Kick Out of You', 'Just One of Those Things', 'What Is This Thing Called Love?', 'Love for Sale', 'I Love Paris', entre outros. Entre os musicais da Broadway, destacam-se 'The New Yorkers' (1930), 'Gay Divorce' (1932), 'Anything Goes' (1934), 'Jubilee' (1935), 'Kiss me Kate' (1948), entre outros.

Em 1937, um acidente afetaria a sua vida para sempre. Quebra as duas pernas ao cair de um cavalo, o que lhe causaria dores agudas pelo resto da vida. Nos vinte anos seguintes, o compositor foi submetido a mais de 30 cirurgias e, mesmo numa cadeira de rodas, continuou compondo. As cirurgias não impediram que sua perna direita fosse amputada em 1958. Porter abandona, então, a vida social e torna-se um recluso. Em depressão, pára de tocar e compor, torna-se alcóolatra e decadente. Faleceu aos 73 anos, em 15 de outubro de 1964.


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