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Ciccillo Matarazzo
Criador da Bienal de São Paulo e empresário, nascido na capital paulista, se transformou no principal motor da arte moderna no Brasil. Seu nome estava presente em todos os acontecimentos que dinamizaram a capital paulista na década de 50, como o Teatro Brasileiro de Comédia e a Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Em 1948, fundou o Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em 1951, criava a Bienal, num estilo semelhante à de Veneza, que ele visitara diversas vezes.

Com o auxílio de sua primeira mulher, Yolanda Penteado, Ciccillo conseguiu abrigar num improvisado barracão, centenas de obras de diversos países, que ela visitou e convenceu-os a participarem. Em 1954, com os festejos do IV Centenário da cidade, da qual também fazia parte de sua comissão organizadora, a Bienal conseguiu reunir obras importantes como Guernica, o enorme mural de Picasso. Foi um sucesso absoluto.


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Poderoso, autoritário e possessivo, até 1975, Ciccillo era o único responsável pela exposição, impondo suas determinações e criando numerosas áreas de atrito. Entretanto, arcando com as despesas de seu próprio bolso, era reconhecidamente insubstituível. Casado pela segunda vez, aos 74 anos, com Balbina Martinez de Zayas, Ciccillo interrompeu seu curso de engenharia na Europa quando eclodiu a I Guerra Mundial. Filho do milionário Andréa Matarazzo e primo do conde Francisco Matarazzo II, preferiu fundar, na juventude, sua própria indústria em vez de prosseguir nos negócios do clã. Figura fascinante e polêmica, a história da arte no Brasil se divide em antes e depois da Bienal, ou seja, de Francisco (Ciccillo) Matarazzo Sobrinho. Ele faleceu aos 79 anos, em 16 de abril de 1977.