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Carlos Augusto Strazzer


Ator paulista com grande sucesso em todo o Brasil por suas atuações em novelas da Rede Globo, tendo se destacado como o pérfido conselheiro Crespy Aubriet em ‘Que Rei Sou Eu?’, dirigida por Jorge Fernando em 1989, e no papel do místico Argemiro em ‘Mandala’. Há mais de vinte anos atuando na televisão, em 1977, Strazzer fazia sucesso na TV Tupi com a novela ‘O Profeta’. Dirigiu no teatro a peça ‘Doroteia’, de Nelson Rodrigues. Atuou em ‘As Is’, abordando o tema da separação e reunião de dois amantes homossexuais por causa da Aids. Em 1992, seu último papel na TV foi na minissérie ‘O Sorriso do Lagarto’.

Carlos Augusto Strazzer nasceu na cidade de São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, em 4 de agosto de 1946. O ator iniciou na carreira artística em 1966, no Teatro de Arena, interpretando ‘Les Fourberies de Scapin’, de Molière. Permaneceu no teatro durante doze anos, atuando em diversas peças de sucesso, como ‘O Balcão’, de Jean Genet, ‘Cemitério de Automóveis’, ‘A Moratória’, do musical ‘Evita’, um dos maiores sucessos da cena carioca dos anos 80 e ‘As Ligações Perigosas’, outro sucesso do final daquela década, quando recebeu o convite para atuar na novela ‘As Pupilas do Senhor Reitor’, pela TV Record de São Paulo.

Strazzer conquistou o prêmio de ator revelação de 1977 e fez ‘Os Deuses Estão Mortos’ ainda na Record e depois transferiu-se para a TV Tupi, onde marcou presença em seis novelas consecutivas. Contratado pela Globo em 1980, fez ‘Coração Alado’ (1980), ‘Moinhos de Vento’ e ‘Champagne’. No cinema, participou de 'Gaijin, Caminhos da Liberdade' (1980), 'Eles Não Usam Black Tie' (1981), 'O Beijo da Mulher Aranha' (1985), 'Com Licença, Eu Vou à Luta' (1986) e 'Mistério no Colégio Brasil' (1988). Carlos Augusto era conhecido por interpretar vilões ou personagens misteriosos e místicos, aos quais impregnava de elegância e ambiguidade. Em "O Direito de Nascer", de 1978, interpretou Alberto Limonta já adulto e cantou a música "Acalanto Para Dolores", o tema da personagem Mamãe Dolores (Cléa Simões).

Morreu aos 47 anos, em 24 de fevereiro de 1993. Faleceu vítima de complicações respiratórias em decorrência da AIDS, entre elas um câncer. O ator, bissexual assumido, conviveu com a doença durante mais de 10 anos, embora só a houvesse descoberto quatro anos antes de sua morte e assumido-a apenas em 1992, sendo uma das primeiras celebridades a assumir que convivia com o vírus, descoberto após concluir as gravações da novela "Que Rei Sou Eu?" Um de seus filhos, Fábio Strazzer, atualmente faz parte da equipe de diretores da Rede Globo de Televisão.

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