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Carlos Galhardo


Cantor de grande popularidade em todo o Brasil entre a geração romântica dos anos 40 e 50, era chamado o rei da valsa e o cantor que dispensa adjetivos. Filho de italianos nascido em São Paulo e criado no Rio de Janeiro, seu nome real era Cotello Carlos Guagliardi, tendo trabalhado como alfaiate antes de estrear na carreira artística em 1933. Sua interpretação atraiu Francisco Alves e o compositor Bororó, que o levaram para fazer um teste na Rádio Educadora (depois Tamoio), Rio de Janeiro. Curiosamente, foi obrigado a fazer o teste cantando no banheiro da emissora. Alegaram, na ocasião, que os azulejos refletiriam o som, tornando a voz de Galhardo ainda mais poderosa. E o timbre bonito fazia prever o aparecimento de mais um astro.

Ele primeiro gravou frevos e marchinhas de carnaval, como Allah-la-ô, mas conquistou o sucesso com músicas românticas. Também dedicou-se ao teatro, estando com Dulcina de Morais e Odilon no Rio e em São Paulo, além da companhia de revista que tinha Alda Garrido como estrela. Assim, conservou a atividade teatral e radiofônica, embora esta última reconhecesse que era mais bem remunerada na época. Mas chegou a afirmar em 1937: as vibrações de uma plateia significam muito para o artista... No rádio fica-se privado desse elemento de estímulo...

Entre 1937 e 1942, Galhardo trabalhou na Rádio Nacional, tendo atuado em diversas peças de teatro e filmes. Em 1937, fez Samba da Vida, ao lado de Rodolfo Mayer, em 1938, Banana da Terra, com Carmem Miranda, e, em 1940, Vamos Cantar. Galhardo consagrou-se com a canção Fascinação em 1943, o qual chegou a gravá-la quatro vezes. Foi responsável por 1.200 gravações e, entre elas, destacam-se: Cortina de Veludo, Sonhos Azuis, Italiana, Vela Branca sobre o Mar, Mais uma Valsa Mais uma Saudade, Salão Grená, Italiana, Será, Covardia, Perfume de Mulher Bonita, Colar de Pérolas, Roleta da Vida, Catarina, Devolve, Lenda Árabe, Madame Pompadour e Dia Há de Chegar. Lançou também canções comemorativas, como Mãezinha Querida, Bodas de Prata e Boas Festas. O cantor casou-se aos 40 anos e teve três filhos. Em 1968, tornou-se diretor-presidente da Socinpro (Sociedade Brasileira de Intérpretes e Produtores Fonográficos). Carlos Galhardo faleceu aos 72 anos, em 25 de julho de 1985.

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