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Carl Sagan
Astrônomo americano nascido no bairro do Brooklin, Nova York, considerado o segundo cientista mais popular do século, atrás apenas de Albert Einstein, tornou-se conhecido por causa da série de TV Cosmos. Produção milionária com muitas revelações científicas apresentada numa série de treze capítulos, foi sucesso em todo o mundo e demorou três anos para ficar pronta. O programa, orçado em 8,5 milhões de dólares bancados por três emissoras de TV, é uma fascinante e didática viagem pelos mistérios do universo, tendo sido filmado em quase cem locações diferentes e com o apoio da mesma equipe técnica do filme Guerra nas Estrelas.


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Astrofísico, professor de Astronomia e Ciências Espaciais na Cornell University, no Estado de Nova York, autor de mais de vinte livros, entre eles, Cosmos, produzido paralelamente à série de TV, Sagan revelou-se uma espécie de mago da ciência, um envolvente e acessível expositor de temas intrincados, traçando à luz da ciência e da emoção a saga humana no universo.

Um dos raros cientistas que conseguiam escrever de forma simples sobre temas complexos, sem menosprezar a inteligência do leitor, seus temas preferidos eram a corrida armamentista, a destruição do meio ambiente e a possibilidade de vida em outros planetas. Defendia também o aborto até o sexto mês de gravidez, momento em que o feto começa a produzir ondas cerebrais diferentes das de um animal.

Casado pela segunda vez com a escritora Ann Druyan, se conheceram na década de 70, quando Sagan foi convidado pela Nasa para preparar as mensagens que foram colocadas na nave espacial Voyager. São arquivos de som e imagem que apresentam a civilização da Terra a eventuais seres de outros planetas. Ann revelou que incluiu no acervo da espaçonave uma declaração apaixonada ao cientista. Mas não era um bilhetinho comum: a declaração foi codificada na forma de ondas cerebrais. Nascido de família judia imigrante, sempre demonstrou interesse pela ficção científica. Aos oito anos de idade, Sagan brincava nos terrenos baldios de seu bairro e se imaginava um herói.

Com os olhos voltados para o céu, sonhava repetir as façanhas do aventureiro John Carter, o personagem de Edgar Rice Burroughs que pousava em Marte e descobria lindas princesas, guerreiros impiedosos e animais gigantescos. Aos dez anos, fascinado com as luzes que via brilhar no firmamento, o jovem foi à livraria mais próxima e pediu um livro sobre estrelas. Deram-lhe um, com fotos de famosas atrizes de Hollywood. Aos 13 anos, mudaram-se para New Jersey, onde Sagan estudou e veio a ganhar uma bolsa na Universidade de Chicago, onde concluiu seu doutorado de astrofísica.

Em 1957, casou-se e sua carreira teve início. Recém-formado, foi contratado pela NASA e sua reputação alçou vôo quando a tese que defendia, sobre o efeito estufa em Marte, se confirmou com o pouso da Mariner IV no planeta. Em 1963, Sagan se divorcia e torna-se professor de astronomia em Harvard, dedicando-se a captar sinais de rádio de outras civilizações.

Em 1968, foi despedido da universidade por suas idéias pouco convencionais sobre os extra terrestres e é contratado para ser o diretor do novo laboratório de ciências planetárias da Universidade de Cornell. Nesse mesmo ano casa-se novamente e esforça-se para promover mais pesquisas sobre uma viagem a Marte. Sagan saiu na capa da revista Newsweek em 1977 e faz sucesso na televisão. Em 1981, casa-se pela terceira vez e, vítima de uma apendicite aguda, assina no leito do hospital uma petição contra o programa Guerra nas Estrelas, de Reagan.

Participa de protestos contra armas nucleares e torna-se um ativista ecológico preocupado em salvar o mundo. Em 1986, chega a ser preso por sua posicão radical. O filme Contato, cujo roteiro de sua autoria afirma que não estamos sozinhos no universo, foi rodado em 1996.

Ciente de sua doença terminal, Sagan afirmaria pouco antes de sua morte: Já encarei a morte seis vezes e aprendi muito com essas confrontações. Na verdade, quase morrer é uma experiência tão positiva e construtora do caráter que a recomendaria a todos. Não fosse, é claro, o risco. Em 1998, foi lançado Bilhões e Bilhões, da autoria do cientista e uma espécie de testamento. Carl Sagan faleceu aos 60 anos, em 20 de dezembro de 1996.