Popular e influente ator e realizador do cinema americano, disputando com Chaplin o posto de maior ator cômico da história, Joseph Frank Keaton Jr. nasceu junto com o cinematógrafo, em 1895, e morreu em 1 de fevereiro de 1966, depois de uma carreira gloriosa no período mudo. Buster Keaton é considerado um dos maiores gênios do cinema. Intuitivo, inovador, ousado e maravilhosamente criativo, ele realizou filmes que marcaram a arte, definiram muito do que se conhece por comédia e que permanecem com incrível vida e frescor.
Keaton criou o “cômico que nunca ri”, um personagem impassível, que mantém a mesma expressão facial independentemente da situação por ele vivida. Seja em cenas românticas ou durante as mais loucas peripécias, suas feições jamais se alteravam. Tal característica confere aos filmes de Keaton uma sutil ambivalência: sua expressão não se modifica, mas o espectador sim. Melhor dizendo, nós, consciente ou inconscientemente, projetamos na face de Keaton as nossas aspirações sentimentais, sensoriais e morais. Esse jogo faz com que assistir a um filme do comediante seja, além de algo muito divertido e engraçado, uma fascinante e peculiar experiência cinematográfica.
Ele foi o grande comediante das chamadas “gags” de humor físico: corridas, quedas, perseguições e perigos os mais diversos: tempestades, corredeiras, fugas da polícia, de bandidos e etc. Toda a comédia dos anos 30, que uniu as gags a uma crescente sofisticação intelectual nos roteiros (Irmãos Marx, Lubitsch), deve muito de sua existência a Buster Keaton. Para dar um exemplo trivial e corriqueiro, lembrem-se dos bons momentos dos “Trapalhões”: certamente encontrarão praticamente tudo que ali está ao assistirem aos principais filmes de Keaton.