A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

P

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

Antonio Carlos Magalhães


Antonio Carlos Magalhães gabava-se de ser um dos poucos políticos cujo nome se transformara numa sigla conhecida em todo o país. Por quatro décadas, ACM mandou e desmandou na Bahia, seu estado natal. Misturava uma visão administrativa arrojada com cacoetes herdados dos coronéis nordestinos. No plano nacional, também transpirava poder. Influenciou quase todos os presidentes, civis ou militares, de Juscelino Kubitschek a Lula. Sua maior tristeza foi a morte, em 1998, do filho Luís Eduardo, que se preparava para assumir a liderança política do clã. ACM jamais se recuperou do baque. Com ambos, desapareceu o carlismo.

Amado e odiado, ACM sempre esteve próximo do poder federal. Foi aliado do regime militar pós-1964 e do tucano de Fernando Henrique Cardoso e apoiou Lula na eleição de 2002. O senador começou a carreira política em 1954, quando se elegeu deputado estadual na Bahia pela antiga UDN (União Democrática Nacional). Também foi três vezes deputado federal, três vezes governador da Bahia, prefeito de Salvador, além ter sido eleito senador em 1994 e 2002.

Filho do professor Francisco Peixoto de Magalhães e de D. Helena Celestino Magalhães, Antonio Carlos Magalhães nasceu em Salvador, Bahia. Apesar de exercer a função de médico no serviço público durante vários anos, ACM também atuou como jornalista. Trabalhou como redator do jornal "Estado da Bahia", órgão dos Diários Associados. Também foi redator de debates da Assembléia Legislativa baiana. Em 1958, elegeu-se deputado federal, sendo reeleito em 1962 e em 1966. Em 1967 foi nomeado prefeito de Salvador. Em 1970 foi indicado para ser governador do Estado da Bahia pela primeira vez. Logo após terminar seu mandato como governador, foi nomeado em 1975 pelo então presidente da República Ernesto Geisel para a presidência da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A). Em 1978, foi novamente eleito governador da Bahia por meio de um colégio eleitoral. Governou o Estado entre os anos de 1979 e 1983.

Antônio Carlos Magalhães era conhecido como: Toninho Malvadeza ou ACM para os íntimos, "Painho cachorrão", "Hitler do Pelourinho", "Pinochet de Itabuna" ou "Deus" para alguns baianos, era o proprietário da Bahia e divindade suprema de lá, superando os orixás, santos e até os cantores de axé, o imperador Sith do recôncavo baiano. Após a morte do filho Luís Eduardo Magalhães em abril de 1998, Antonio Carlos Magalhães Neto se tornou o principal herdeiro político de ACM. Um dos mais jovens parlamentares do Congresso Nacional, ACM Neto, 28 anos, está em seu segundo mandato na Câmara.

Os problemas cardíacos do senador baiano vinham de longa data. Em 1989, ele sofreu um infarto e colocou quatro pontes, duas safenas e duas mamárias. No início da década de 90, também passou por cirurgia para retirada de três cálculos renais. Formado em medicina, ACM era casado com Arlete Maron de Magalhães, com quem teve quatro filhos. Antonio Carlos Magalhães faleceu aos 79 anos, em 20 de julho de 2007.

• fechar janela •
BR Busca JS - Busca
Banco de Dados
Para uma resposta mais rápida, utilize aspas na consulta, exceto quando tiver dúvida com relação à grafia do nome