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Odete Lara

 
Nome completo: Odete Righi
Local e data de nascimento: São Paulo, SP, 17 de abril de 1929

Musa da Bossa Nova e do Cinema Novo, Odete Lara foi símbolo sexual de toda uma geração. Bela e talentosa, escandalizou o Brasil em "Noite Vazia" (1964), de Walter Hugo Khoury. No filme, ela e Norma Bengell transam para realizar as fantasias de um cliente. Odete encontrou sua expressão no cinema. Filha única de imigrantes do norte da Itália. Seu pai, Giuseppe Bertoluzzi, era originário de Belluno. Sua mãe, Virgínia Righi, cometeu suicídio quando Odete tinha apenas seis anos. Foi então internada num orfanato de freiras e depois levada para a casa da madrinha. Odete se apegou fortemente ao pai, seu único referencial afetivo. Mas vitimado por uma tuberculose, Giuseppe foi obrigado a ficar afastado da filha. Giuseppe também se matou quando Odete tinha 18 anos, deixando a filha sozinha. Nesta época, Odete já trabalhava para se manter. Seu primeiro emprego foi como secretária e datilógrafa.


 


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Odete fez um curso de modelo no Museu de Arte Moderna de São Paulo e participou do primeiro desfile da história da moda brasileira realizado no próprio MASP. A beleza de Odete deslumbrou o poderoso Pietro Maria Bardi, fundador e diretor do MASP, que a indicou para a então recém-inaugurada TV-Tupi de Assis Chateaubriand. Ela começou trabalhando como garota-propaganda, mas logo seu talento atraiu as atenções e ela foi chamada a participar de uma versão televisiva de "Luz de Gás", com Tônia Carrero e Paulo Autran. Ela fez ainda "Branca Neve e os sete anões", onde interpretou a Rainha Má.

Odete se tornou estrela do "TV de Vanguarda", uma das maiores atrações da TV-Tupi. Na TV participou de novelas de sucesso como "As bruxas", "A volta de Beto Rockefeller" e "Em busca da felicidade". Foi contratada pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e estreou na peça "Santa Marta Fabril S/A" dirigida por Adolfo Celi. Abílio Pereira de Almeida, autor de Santa Marta, a convidou para participar de seu primeiro filme, "O Gato de Madame", ao lado de Mazzaropi.

Ao lado de Vinicius de Moraes, ela estreou como cantora no show "Skindô", que foi registrado em disco. Além deste, ela faria ainda "Eles e Ela" com Sérgio Mendes, "Meu refrão", com Chico Buarque e "Quem samba fica", com Sidnei Miller. A trajetória musical de Odete Lara ficaria perpetuada em dois discos: "Vinicius e Odete" e "Contrastes". Em 1974, no auge do sucesso profissional decidiu abandonar tudo. Converteu-se ao budismo e partiu para um auto-exílio num sítio em Nova Friburgo, no Rio, e leva uma vida pacata: medita, faz ioga e escreve. Publicou três livros autobiográficos, "Eu nua", "Minha jornada interior" e "Meus passos na busca da paz", além de traduzir várias obras sobre o budismo. Casou-se com o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, e com o diretor de cinema Antonio Carlos Fontoura, mas não teve filhos. O filme "Lara" é baseado na história de sua vida.


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