Jorge Dória, nome artístico de Jorge Pires Ferreira, nasceu em 12 de dezembro de 1921, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro. Filho do oficial de cavalaria Alquindar Pires Ferreira e da dona de casa Ruth Pereira Pires Ferreira, estudou no Colégio Militar e teve como colegas de turma, entre outros, o ex-presidente João Baptista Figueiredo e o ex-ministro da aeronáutica Délio Jardim de Matos.

Jorge Dória fez sua estreia nos palcos durante a década de 1940, na companhia de teatro de Eva Todor, a qual integrou por 10 anos. Uma de suas atuações mais marcantes, já na década de 1960, foi no espetáculo Procura-se uma rosa (1961), dirigido por Léo Jusi, com peças de Vinicius de Moraes, Pedro Bloch e Gláucio Gil. Em 1974, interpretou o homossexual George na primeira montagem de Gaiola das loucas, de Jean Poiret, dirigida por João Bethencourt. Dez anos depois, recebeu o Prêmio Mambembe de melhor ator, por sua atuação na peça Escola de mulheres (1984), de Molière.

Começou sua carreira no cinema na antiga companhia Atlântida, atuando no filme A mãe (1947), de Theofilo de Barros Filho. Foi durante este filme que Jorge Dória escolheu seu nome artístico, por sugestão de um costureiro. Seu primeiro trabalho como autor de cinema foi em 1951, quando assinou o argumento de Maior que o ódio (1951), de José Carlos Burle, do qual também participou como ator. Em seguida, escreveu os argumentos de Amei um bicheiro (1952), de Jorge Iléli, e do primeiro filme dirigido por Anselmo Duarte, Absolutamente certo (1957).

Em sua carreira de ator, participou de filmes clássicos de diversas fases do cinema brasileiro, entre os quais o premiado Assalto ao trem pagador (1962), de Roberto Farias, que rendeu a Jorge Dória o Prêmio Saci de melhor ator coadjuvante, e A dama do lotação (1978), de Neville de Almeira. Participou também de várias pornochanchadas, como Os devassos (1971), de Carlos Alberto de Souza Barros, e Como é boa a nossa empregada (1973), de Victor di Mello e Ismar Porto.

Jorge Dória estreou na televisão em 1970, na TV Tupi, atuando na novela E nós aonde vamos?, da cubana Glória Magadan. Começou a trabalhar na TV Globo em 1973, convidado para atuar na primeira versão do seriado A grande família (1973), de Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes. Naquela época, Jorge Dória e Eloísa Mafalda interpretavam o casal suburbano Lineu e Nenê, acompanhados pelos filhos Tuco (Luiz Armando Queiroz), Júnior (Osmar Prado) e Bebel (Djenane Machado), o genro Agostinho (Paulo Araújo) e Seu Floriano (Brandão Filho), pai de Nenê.

Participou de sua primeira novela na TV Globo em 1975, atuando como o vigarista Ambrósio em O noviço, adaptação feita por Mário Lago da peça de Martins Penna. Em 1978, transferiu-se para a TV Tupi, onde trabalhou ao lado de Othon Bastos e Carlos Vereza na novela Aritana, de Ivani Ribeiro. Ainda naquele ano, de volta à TV Globo, foi escalado para protagonizar a novela O pulo do gato, de Bráulio Pedroso, como o playboy decadente e mulherengo Bubby Mariano. Voltou a deixar a emissora em 1979, transferindo-se para a TV Bandeirantes, onde trabalhou nas novelas O todo-poderoso (1979), de Clóvis Levy e José Safiotti Filho, e Cavalo amarelo (1980), de Ivani Ribeiro. Jorge Dória retornou à TV Globo ainda no início dos anos 1980, permanecendo na emissora nas duas décadas seguintes.

Em 1996, o ator participou do programa Sai de baixo, interpretando o personagem Alfredão no episódio Luneta indiscreta. Em 2001, atuou no episódio Fazer as pazes é normal, do seriado Os normais, estrelado por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães. Também em 2001, participou da oitava temporada do infanto-juvenil Malhação, no papel de Carmelo. Ainda no início dos anos 2000, Jorge Dória esteve no elenco do humorístico Zorra total, estrelando um quadro ao lado do ator Lúcio Mauro Filho, no qual interpretava um pai machão desgostoso com o filho homossexual.

Em 4 de junho de 2007, Jorge Dória foi internado no Hospital Barra d'Or, no Rio de Janeiro. O comediante foi levado para o hospital com pneumonia. Há dois anos, Jorge Dória sofreu um Acidente Vascular Cerebral e está afastado da televisão desde então.

14/09/2009 - Jorge Dória ainda enfrenta sérios problemas de saúde Aos 88 anos, Jorge Dória ainda está na batalha para superar as sequelas deixadas por AVC, há cinco anos. O ator só se locomove através de cadeiras de rodas e, diariamente, passa por sessões de várias espécies de fisoterapia. Segundo sua mulher, Dória continua contratado pela Rede Globo, porém não tem condições, como gostaria, de voltar à televisão, devido ao fato de estar com os movimentos comprometidos.

12/10/2013 - Internado na UTI, Jorge Dória apresenta discreta melhora A assessoria de imprensa do Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, informou que Jorge Dória apresentou uma discreta melhora e não precisa mais fazer uso do remédio para controlar a pressão. Apesar do avanço positivo, ainda precisa de aparelho para ajudar à respirar e continua na UTI. O ator deu entrada no hospital com um quadro de infecção respiratória e está internado desde 27 de setembro. Ele está afastado da televisão desde 2006, quando deixou o humorístico "Zorra Total" (Globo) em razão de um acidente vascular cerebral.

Veja foto de Jorge Dória com Neuza Amaral, no filme "Como É Boa Nossa Empregada" (1973)


Teledramaturgia
1970: E Nós Aonde Vamos?
1972: Uma Rosa com Amor .... Zé Pistola
1972/75: A Grande Família .... Lineu
1975: O Noviço .... Ambrósio
1978: Aritana (Tupi): Boaventura
1978: O Pulo do Gato .... Bubby Mariano
1979: O Todo Poderoso (Bandeirantes) .... Cristiano
1980: Cavalo Amarelo (Bandeirantes) .... Barbosa
1981: O Amor é Nosso .... Sandoval
1983: Champagne .... João Brandão
1983: Parabéns pra Você .... Baby
1984: Livre para Voar .... J.J. (Jardim Julião)
1985: Jogo do Amor (SBT) .... Otávio
1987: A Rainha da Vida (Manchete) .... Carlos Valadares
1987: Brega & Chique .... Herbert Alvaray
1989: Que Rei Sou Eu? .... Vanoli Berval
1989: Tieta .... Padre Hilário
1990: Meu Bem, Meu Mal .... Emílio Castro
1990: Rainha da Sucata .... Alberico
1992: Deus nos Acuda .... Tomás Euclides Rodrigues Garcia
1992: Tereza Batista .... Emiliano
1993: Olho no Olho .... Átila
1994: Quatro por Quatro .... Santinho
1996: Vira-Lata .... Moreira
1997: Zazá .... Ângelo Pietro
1998: Era Uma Vez… .... Rodolfo "Rudy" Reis
1999: Suave Veneno .... Genival
1999/06: Zorra Total (Rede Globo): Mateus / Maurição
2001: Malhação .... Carmello


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Jorge Dória em "Que Rei Sou Eu?" (1989)