Gal Costa, nome artístico de Maria da Graça Costa Penna Burgos, nasceu em em Salvador, BA, no dia 26 de setembro de 1949. Musa do Tropicalismo, ninguém poderia imaginar que a acústica de uma panela pudesse educar impecavelmente a voz de uma menina. Nem mesmo Vinícius de Moraes, que achava que a voz doce dessa menina tinha se transformado em gritaria nos anos 70 imaginaria, então, que ela se tornaria uma das maiores e melhores cantoras da MPB, como previra Caetano Veloso e João Gilberto.

Gal foi incentivada a ser cantora pelo pai, que gostava de música. Na adolescência tocava um pouco de violão e cantava em festas. Conheceu Caetano Veloso e sua irmã Maria Bethânia em 1963, e com eles, Gilberto Gil e Tom Zé montou o espetáculo musical "Nós, por Exemplo", em 1964. No ano seguinte o grupo foi para São Paulo, onde, sempre ligados, cada um seguiu sua carreira solo. Gal gravou o primeiro compacto em 1965, com "Eu Vim da Bahia" (Gilberto Gil) e "Sim, Foi Você" (Caetano Veloso). Participou do I Festival Internacional da Canção em 1966, ano em que seu empresário Guilherme Araújo a convenceu a adotar o nome artístico Gal, e não mais Maria da Graça. Gravou o LP "Domingo" com Caetano em 1967, participou do movimento tropicalista e explodiu nacionalmente como cantora em 1968, quando sua interpretação de "Divino Maravilhoso" (Caetano/ Gil) ganhou o terceiro lugar no IV Festival de Música Popular Brasileira da Record.

Além disso, "Baby", composta por Caetano especialmente para Gal, tornou-se muito popular. Em 1969, com a ida de Caetano e Gil para o exílio na Inglaterra, ligou-se também a outros compositores como Macalé, e lançou o LP "Gal". Ainda muito associada à música e ao público de Caetano e Gil durante os anos 70, em 1979 o disco "Gal Tropical" inaugura uma nova fase em sua carreira, mais popular e comercial, para um público mais amadurecido. Passou pela década de 80 como absoluta no rol das estrelas de primeira grandeza da música popular brasileira, chegando a ser considerada por alguns como a maior cantora do Brasil. Com repertório eclético, gravou Jorge Ben Jor, Cole Porter e compositores então iniciantes, como Carlinhos Brown. Outra virada em sua carreira foi em 1994, com o CD "O Sorriso do Gato de Alice", menos pelo disco e mais pelo show de lançamento, que, dirigido por Gerald Thomas, mudou radicalmente o estilo das apresentações de Gal, e foi bastante criticado.

No ano seguinte Gal desistiu de experimentalismo e lançou "Mina D'Água do Meu Canto" (dedicado ao repertório de Chico Buarque e Caetano Veloso) com um show convencional. Na década de 90 continuou se consagrando como uma das cantoras mais vendidas do Brasil. Em seus mais de 35 anos de carreira, Gal Costa foi intérprete de grandes sucessos como "Vapor Barato" (Jards Macalé/ Waly Salomão), "Meu Nome É Gal" (Roberto/ Erasmo Carlos), "London London" (Caetano), "Deixa Sangrar" (Caetano), "Folhetim" (Chico Buarque), "Balancê" (J. de Barro/ A. Ribeiro), "Índia" /J. Flores/ M. Guerrero/ J. Fortuna), "Festa do Interior" (Moraes Moreira/ Abel Silva) e "Vaca Profana" (Caetano).

Em dezembro de 2011 Gal lança o álbum "Recanto", produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso. Álbum eletrônico idealizado por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Kassin. Elogiadíssimo pela crítica foi eleito o melhor álbum de 2011. Depois de sete anos longe de disco e show inéditos, Gal Costa estreou a turnê do elogiado álbum Recanto no Rio de Janeiro no final do mês de março. Com direção de Caetano Veloso, autor de todas as músicas do CD, o show inaugurou a sofisticada casa Miranda. No repertório, além de canções inéditas como “Neguinho”, “Segunda”, “Tudo dói” e o funk “Miami Maculelê”, sucessos da carreira da cantora, entre eles, “Dia de domingo” e “Vapor barato”, e canções que há muito ela não cantava, como “Da maior importância” e “Mãe”. No palco, Gal está acompanhada pelo trio Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo e violão). O show segue em turnê pelo país e segundo a cantora deve em breve passar por Portugal, Itália, França e Israel.

16/10/2010 - Sem gravar desde 2005, Gal Costa lança caixa com 15 discos gravados entre 1967 e 1983
Gal Costa andou relativamente silenciosa nos últimos cinco anos. Desde "Hoje", de 2005, não voltou mais aos estúdios para gravar um álbum inédito. Neste 2010, a mudez começa a ser rompida com a edição da caixa "Total", que inclui 15 discos lançados pela gravadora Philips (atual Universal) entre 1967 e 1983. O ciclo se completará quando Gal lançar, 28 anos mais tarde, o disco de retorno à Universal, que está sendo preparado sob produção de Caetano Veloso e de seu filho Moreno Veloso.

30/04/2013 - Jô Soares apresenta um programa exclusivo com Gal Costa
No "Programa do Jô" desta terça-feira, 30/04, o apresentador Jô Soares apresenta um programa especial todo dedicado à cantora Gal Costa, que acaba de lançar o CD e DVD “Recanto ao vivo”. O álbum gravado ao vivo tem clássicos da carreira da cantora, como "Vapor Barato", "Força Estranha", "Folhetim" e "Meu Bem, Meu Mal".

30/09/2013 - Gal Costa apresenta show “Recanto” assinado por Caetano Veloso
Gal Costa se estará no Sesc Osasco no próximo dia 19 de outubro com o show “Recanto”, eleito o melhor de 2012 pelo Prêmio Multishow. No repertório, sucessos marcantes de sua carreira, além de canções compostas especialmente para ela por Caetano Veloso, que também dirige o espetáculo, acompanhado por seu filho, Moreno Veloso. Ela vem com Domenico Lancellotti, na bateria e MPC, Pedro Baby na guitarra e no violão e Bruno Di Lullo no baixo. O resultado é uma sonoridade experimental, de rock, programações eletrônicas e MPB.

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Discografia
Domingo (1967) - com Caetano Veloso
Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) - com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé
Gal Costa (1969)
Gal (1969)
LeGal (1970)
Índia (1973)
Cantar (1974)
Gal Canta Caymmi (1976)
Caras & Bocas (1977)
Água Viva (1978)
Gal Tropical (1979)
Aquarela do Brasil (1980)
Fantasia (1981)
Minha Voz (1982)
Baby Gal (1983)
Profana (1984)
Bem Bom (1985)
Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987)
Plural (1990)
Gal (1992)
O Sorriso do Gato de Alice (1993)
Mina d'Água do Meu Canto (1995)
Aquele Frevo Axé (1998)
Gal de Tantos Amores (2001)
Gal Bossa Tropical (2002)
Todas as Coisas e Eu (2003)
Hoje (2005)
Recanto (2011)


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