Darlene Glória, nome artístico de Helena Maria Glória Vianna, nasceu em São José do Calçado, ES, em 20 de março de 1943. Ex-candidata a miss, ex-cantora de rádio, ex-atriz de circo, ex-namorada do policial da repressão Mariel Mariscot, ex-drogada, ex-interna no Hospital Psiquiátrico Pinel e ex-filha-de-santo, a atriz capixaba Darlene Glória, 65 anos, hoje não se restringe a militar somente na Assembleia de Deus, religião que, segundo ela, abraçou para encontrar a paz. É verdade que o passado que sepultou sua vivacidade e seu indiscutível talento também foi enterrado com a virada radical que deu há 34 anos.

Mas, depois de espalhar pelos quatro cantos a palavra de Deus e ficar restrita aos trabalhos evangélicos e do lar, ela percebeu que esse mesmo Deus a liberou para voltar à carreira de atriz. Uma carreira, diga-se, que, se não fosse atropelada pelas loucuras que cometeu e pelas montanhas de drogas que consumiu, ainda seria repleta de brilho. Quem não viveu os anos 70 e assim, na mesma década, não pôde acompanhá-la como a grande musa do cinema nacional de então não tem ideia do talento de Darlene Glória. Seu vigor nas telas era insuperável. Tão insuperável que foi difícil para Marília Pêra no momento reconstituir nos palcos o clássico de Nelson Rodrigues "Toda Nudez Será Castigada", texto adaptado para o cinema com Darlene no papel da prostituta Geni.

Darlene Glória começou sua carreira como cantora em uma rádio de Cachoeiro do Itapemirim no final da década de 1950. Em 1958 foi Miss Cachoeiro do Itapemirim e tempos depois veio para o Rio de Janeiro tentar a carreira artística. Começou a se apresentar em programas de calouros, se tornou rádio-atriz e foi vedete do teatro de revista até estrear no cinema em 1964 em "Um Ramo Para Luíza". A consagração, contudo, veio em 1973, no filme "Toda Nudez Será Castigada", em que viveu a prostituta Geni, ao lado de Paulo Porto. O filme ganhou dois Kikitos no Festival de Gramado, inclusive o de melhor atriz. Ela também conquistou o Coruja de Ouro por esse mesmo papel.

Na televisão ela estreou em 1969 em "Véu de Noiva", novela de Janete Clair para a TV Globo. Fez depois também "O Bofe" na mesma emissora. No final dos anos 70 a atriz passou por um período de depressão e tentou o suicídio. Abandonou a carreira artística, tornou-se evangélica e assumiu o nome de pastora Helena Brandão. Voltou à carreira em 1987 na novela "Carmem", da TV Manchete, e depois se mudou para Nova York, onde passou a produzir filmes e vídeos evangélicos. De volta ao Brasil, fez pequenas aparições na TV em programas como "Você Decide" e "A Diarista". Em 2006 retornou ao cinema com a personagem Vera do filme "Anjos do Sol", de Rudi Lagemann. E em 2008 está no filme de estreia de Selton Mello como diretor, "Feliz Natal".

05/12/2008 - Dias de Glória
Musa do cinema nacional nas décadas de 60 e 70, Darlene Glória volta às telas no longa "Feliz Natal". A atriz, que se afastou da carreira por causa de depressão e drogas, há 30 anos encontrou Jesus e hoje está em paz. Do passado, a atriz Darlene Glória não gosta de falar. Prefere focar no presente e no futuro, especialmente no resgate de sua carreira e na repercussão de "Feliz Natal", longa de Selton Mello de que a atriz participa. Mas falar de Darlene Glória sem recorrer ao seu passado é tarefa difícil. Musa de diretores como Glauber Rocha, Luis Sérgio Person e Arnaldo Jabor, a atriz brilhou em filmes relevantes das décadas de 60 e 70, como "Toda Nudez Será Castigada", dirigido por Jabor e pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim, e "Terra em Transe", de Glauber Rocha.

A atriz, nascida em 1943, em São José do Calçado, no Espírito Santo, começou aos 14 anos, na Rádio Cachoeiro do Itapemirim, ao lado de Roberto Carlos. Da cidadezinha do interior se mandou para o Rio de Janeiro, na década de 60, onde fez de tudo um pouco: se apresentou em programa de calouros, foi vedete de teatro de revista, até estrear no cinema, em 1964, em "Um Ramo para Luíza".

Em 1974, logo após a estreia de "Toda Nudez", Darlene vivia o auge. Era a atriz mais requisitada, a mulher mais desejada – ela e Leila Diniz dominavam as areias de Copacabana e Ipanema –, e foi aí que ela parou. Sua depressão e seu envolvimento com drogas chegaram ao limite. “Era uma fome que eu tinha dentro de mim, é um vazio dentro do homem que só Deus pode preencher. Parei a minha carreira por alguns anos para reciclar minha vida, para deixar Deus lapidar aquela criatura que precisava saber o caminho direito”, conta ela, hoje evangélica.

25/04/2013 - Escola de Teatro Darlene Glória será inaugurada em Cachoeiro de Itapemirim
A formação artística e teatral de jovens e adolescentes ganha um novo espaço em Cachoreiro de Itapemirim. No próximo dia 03 de maio, às 20 horas, será inaugurado o Ponto de Cultura “Escola de Teatro Darlene Glória”, da Associação Teatral de Cachoeiro. A iniciativa foi contemplada pelo projeto Pontos de Cultura, ação prioritária do Programa Cultura Viva, desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC). A programação contará com peça teatral, exposição fotográfica e lançamento de revista.

Veja outra foto de Darlene Glória


Teledramaturgia
1965: Um Ramo para Luíza
1965: São Paulo, Sociedade Anônima.... Ana
1965: Choque de Sentimentos
1966: Paraíba, Vida e Morte de um Bandido
1966: Nudista à Força
1967: Terra em Transe
1968: Os Viciados
1969: Papai Trapalhão
1969: Os Raptores
1969: Os Paqueras.... Suzy
1969: O Matador Profissional
1969: Golias contra o Homem das Bolinhas
1971: Os Devassos
1971: Lua de Mel e Amendoim.... amiga da mãe de Serginho
1972: Eu Transo, Ela Transa.... Gilda
1973: Toda Nudez Será Castigada.... Geni
1973: Os Homens Que Eu Tive.... Pity
1974: Um Homem Célebre
1974: O Marginal.... Leina
1974: A Viúva Virgem.... Tamara
1999: Até que a Vida nos Separe.... mãe de João
2004: Ninguém Suporta a Glória.... Ela Própria
2006: Anjos do Sol.... Vera
2008: Feliz Natal


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